27 de julho de 2017

Tarde de costura...

Há uns tempos que pretendia fazer um vestido para mim. Hoje foi o dia!

Fomos para casa da minha mãe com um tecido e uma renda previamente comprados e uma ideia genial: fazer dois vestidos iguais. Um para mim e outro para a filha!

E assim foi! Primeiro procurámos nas revistas Burda dois modelos semelhantes. Depois tirámos os moldes, e cortámos o tecido.

Eu sei costurar há uns 6 anos mas sou sincera, tenho algum receio de fazer roupas. Então estes dois vestidos foram feitos a 4 mãos e ficaram acabados numa tarde. A minha mãe, cheia de paciência e vontade de ensinar, lá me foi mostrando os truques e a melhor maneira de fazer isto ou aquilo. Obrigada mamã!

Entretanto já tirámos umas fotos "pirosas" na varanda da casa dos meus pais, todas vaidosas com os vestidos novos.  

O que acham?

Eu adoro e a miúda também! 



26 de julho de 2017

Fomos aos saldos

Uma pessoa passa uma vida a comprar os seus trapinhos XL ou L (com alguma sorte) e, apesar de já caber em tamanhos M e alguns S não se consegue mudar a mentalidade de um dia para o outro.

Ora hoje, dei um pulinho aos saldos para os miúdos, que crescem que nem ervas daninhas e as roupas do ano passado já não lhes servem muito bem.

Para o miúdo trouxemos uma t'shirt e uns ténis, número 40.... What???? O meu bebé de doze anos já pode dormir em pé.

Para a miuda também vieram uns ténis e uma t'shirt "daquelas que mostram a barriga"... hummm... cá para mim aos 13 anos vai-me pedir um piercing no umbigo.

Para mim encontrei uma T'shirt giríssima na Zara, na zona das crianças... tamanho 14/15 anos. Não quis acreditar... Fica-me tão bem e a sensação de a vestir, olhar ao espelho e gostar do que se vê. Afinal a Vera magrinha está por aí... está na hora de aceitar este facto, mais do que comprovado.

Conclusão - Eles estão a crescer e eu... a ficar mais pequena! ThankGod!


24 de julho de 2017

Comidinhas novas

Já tenho saudades de escrever. Já tenho saudades de cá vir ao meu blogue. Ando por aí a ler e a divagar nos blogues dos outros. E há com cada blogue tão interessante.

Ultimamente tenho procurado receitas e ideias para me ajudarem a comer de uma maneira mais saudável e simples. 

Conheci há uns 3 ou 4 meses o conceito Paleo que me tem ajudado a fazer umas mudanças cá por casa, não só para a perda de peso mas também, e principalmente para uma mudança de hábitos dos mais novos.

Deixo-vos as fotos de algumas das novas experiências. Mais tarde irei colocar as receitas.


                         
Queques salgados de ovos

Bolinhos de Coco e aveia







    Bolo de banana e amêndoa 


Ps- As receitas? Vou vendo por aí e depois improviso de acordo com o que tenho em casa. Assim que puder ponho a receita dos queques salgados, que são super fáceis e dos bolinhos de Coco e aveia. 

E vocês? O que têm cozinhado por aí, de novo?
Beijocas😙😙😘

28 de maio de 2017

Festa é festa

Aproxima-se a época das festas de verão. Aproxima-se a época do caracol, da bifana e da imperial. Aproxima-se a época dos bailaricos populares, dos encontros com os amigos e das noites quentes e divertidas.

Em Santa Marta do Pinhal, freguesia de Corroios, conselho do Seixal comemora-se este ano de 2017 o 8º aniversário do Clube Associativo Santa Marta do Pinhal - CASMP.
E como são feitos estes festejos? Da melhor forma!!!!

De modo a comemorar mais um aniversário a direção do CASMP e seus colaboradores e amigos organizam as, já muito conhecidas, festas mais animadas da zona. 

De entre os "comes e bebes" que toda a gente aprecia, destacam-se as bifanas, entremeadas, couratos e caracóis, não esquecendo o chouriço assado ou o caldo verde quentinho. Tudo isto deve ser bem regado com as imperiais fresquinhas. 

As festas de Santa Marta decorrem aos sábados e algumas sexta-feiras e o palco tem sempre convidados especiais que animam a noite e põem todos a dançar. Este ano o CASMP convidou, entre outros artistas, Trigo Roxo, Cátia Sofia, Nelson e Nelson, Helder Costa e Hakunamatata. Ao longo destas 10 noites de festa, o Clube quis também dar lugar a artistas da terra como Diana Soares, Manuel Loureiro e Luís Gonzaga.

No dia 5 de junho realiza-se a sessão solene comemorativa do aniversário do Clube, que será abrilhantada pelo grupo de cantares do CASMP - Os rouxinóis.

No dia da Criança existirão espetáculos e animação para os mais pequenos. 
A Zumba terá também lugar nestas festas com aulas abertas a todos que queiram praticar esta divertida  modalidade.

O espaço onde se realizam as festas, o campo de basquete no jardim de Santa Marta, não ficaria completo sem as famosas barraquinhas das pipocas, das farturas ou de artesanato.

Animação não vai faltar nos próximos dias 1, 3, 5, 9,10, 16,17, 23, 24, 30 de junho e 1 de julho! Fica o convite! 

Obviamente que estas festas não seriam possíveis sem os apoios da Câmara Municipal do Seixal e da Junta de Freguesia de Corroios e dos vários patrocinadores.





26 de maio de 2017

No meu silêncio

@ No silêncio dos meus pensamentos atormentados perco-me.
Perco-me  no diálogo rebuscado e ofensivo dos meus eus.
Perco-me no desafio de querer ignorar estas vozes, estes gritos, estes diálogos.
Conversas egoístas onde nenhum dos meus eus ouve o outro.
Inimigos, incongruentes, confusos, devastadores.
Paro para ouvir com atenção. Paro para tomar uma decisão.
Deixo  de os ouvir. Calam-se. Mas estão lá!
Sombras escondidas nas sombras da assombrada mente onde vivem, crescem, alimentam-se e reproduzem-se. Seres vivos imortais.
Paro para escutar mas eles, calados observam-me e esperam... quando me distrair voltam a sair das sombras, sorrateiramente e gritam palavras obscenas, riem, riem muito. Falam alto. Eu ignoro ou tento ignorar,  mas sei que falam de mim ou para mim... não sei!
Gritam, pulam, movimentam-se. Abanam todo o meu ser. E eu?...
Fujo. Escondo-me. Encolho-me num canto escuro da minha mente e fico por lá. Aguardo ansiosamente que se calem. Aguardo até morrer, se preciso for, pois não encontro forças para os matar primeiro.

Vera

23 de maio de 2017

Por um planeta melhor...

Cansei-me! Cansei-me mesmo! Perdi a conta aos guardanapos de papel, sacos de plástico e folhas de alumínio que gastamos cá em casa com os lanches dos dois miúdos. 

Normalmente peço para reutilizarem os sacos mas nem sempre me ouvem, principalmente o miúdo de 12 anos, que está a entrar "naquela fase", nunca ouve o que a mãe diz.

Resolvi a questão desta forma: peguei num tecido plastificado e num instante fiz esta bolsinha para a miúda.





Vamos começar amanhã a experiência. Em princípio vai ser para levar uma peça de fruta, no entanto, dá também para levar pão, bolachas, frutos secos...


O material é lavável à mão ou na máquina e o melhor de tudo: protegemos o meio-ambiente e poupamos dinheiro. 

Assim que tiver um tempinho livre, sento-me à máquina e faço mais uns saquinhos do mesmo género. Vou querer um ou dois para mim, claro! 

Já o rapaz de 12 anos... vai ser mais difícil mas, nada como um "chorudo" aumento na mesada para o convencer a usar uma bolsinha destas.  

19 de maio de 2017

Mais uma mensagem XXII

O quarto não era nada de especial. Pequeno, simples e de cores claras. Não  era um quarto de motel para amantes. Não era um motel. Não tinha um espelho no teto nem flores numa jarra. Era um simples quarto com uma cama no centro, duas mesas de cabeceira, um pequeno sofá azul escuro, já bastante coçado pelo uso. Na parede da cabeceira da cama estava pendurado um quadro grande com uma pintura abstrata em tons de vermelho e preto. Sofia não gostava daquele quadro e nada tinha a ver com o resto da decoração. Das várias vezes que pernoitaram neste quarto, Sofia olhava de soslaio para o mesmo e torcia o nariz. Mas não estava naquele quarto para apreciar arte. A janela antiga, com vista para as traseiras da casa, decorada com um cortinado florido, antigo e fora de moda, era aberta assim que chegavam ao quarto, tal era o cheiro a mofo. Num dos cantos do quarto estava uma mesinha redonda com uma pequena televisão, um candeeiro cuja lâmpada estava fundida e um cinzeiro de metal. Nenhum destes 3 objetos foi usado nessa noite. Mas a cama foi. A cama foi usada apesar de os lençóis não serem de seda, apesar de não haver almofadas a embelezá-la, apesar de não ser confortável.
A cama. O ponto de encontro. O porto de abrigo. O ninho. O núcleo. O ponto de partida de uma relação proibida. O começo de um relacionamento privado. O berço de momentos únicos, irrepetíveis e inesquecíveis. Sofia passou a chamar-lhe "a nossa cama".
Filipe tinha um amigo que alugava quartos para férias, na Nazaré. O negócio havia sido durante muitos anos da sua mãe, a "ti Joaquina", nazarena de sete saias amplamente conhecida por portugueses e estrangeiros que por ali passavam férias. De sorriso simpático cativou milhares de clientes para alugar os seus quartos, rooms, chambres, zimmers.. Assim que a "ti Joaquina" faleceu, o filho Pedro passou a alugar os quartos também aos seus amigos na época baixa, para levarem as suas namoradas ou conquistas. Filipe passou a ser um destes clientes. Um cliente habitual.
Sofia acordou sobressaltada sem saber bem onde estava. Tentava adaptar os olhos à escuridão quando se lembrou. Virou-se na cama e colocou o braço sobre o peito nú, quente e musculado de Filipe. Sorriu e beijou-o ao de leve no ombro. O surfista dormia profundamente. Sofia olhou-o, na penumbra do quarto, observando os traços do seu rosto. Parecia ter sido desenhado por anjos ou arquitetos. Os seus traços eram perfeitos. Inalou o cheiro do cabelo e do pescoço e sentiu o aroma perfeito. Parecia ter sido pensado por perfumistas conhecedores dos aromas e das fragrâncias que Sofia mais gostava. Passou o dedo suavemente pelos lábios do surfista e ele, ainda a dormir, sorriu. Pouco tempo depois Sofia adormecia, também com um sorriso nos lábios.
Tinham tido uma noite perfeita. A primeira de muitas noites que ainda iriam ter. Sofia não se importava  de ser a outra, a amante... Sofia queria viver com Filipe apenas aqueles momentos. Voltou a explicar-lhe que não era  uma mulher para casar. Era uma mulher para ter prazer e dar prazer. Não estava preparada para viver com ninguém. Não queria ter que dividir casa, carro e cama com ninguém. Queria partilhar o seu corpo com Filipe. Queria partilhar sabores, odores, gemidos e sorrisos.
Filipe não se importava. Mas lá no fundo queria ter Sofia todos os dias. Queria ensiná-la a surfar. Queria cozinhar para ele os seus pratos preferidos. Queria poder ver a linda e sensual Sofia a envelhecer a seu lado. Nunca lhe disse isso. Guardou-o para si. Ela  nunca iria entender.
Na manhã seguinte, bem cedo voltaram às suas vidas normais. Nada do que tinha acontecido entre aquelas quatro paredes era para ser partilhado. Nenhum dos momentos vividos naquela cama seria relatado a terceiros. O mundo real jamais entenderia. O mundo real é preconceituoso e cruel. No mundo real não há espaço para eles.
Fecharam a porta do quarto e deram um último beijo. Mas ambos sabiam que não era o último beijo. Ambos sabiam que assim que a fome voltasse e o desejo surgisse, aquela porta tornaria a abrir-se para eles. A cama voltaria a ser a "sua cama". As paredes do quarto pequeno, simples e de cores claras voltariam a presenciar momentos únicos, irrepetíveis e inesquecíveis.